Apetece-lhe ser criticado?

O que fazer quando é criticado?

Claro que não! Qualquer pessoa que diga que gosta de receber críticas, ou nunca ouviu nenhuma, ou está a falar de um ponto de vista meramente teórico, ou quer ficar bonito na fotografia :=). Se formos honestos connosco próprios, sabemos que trememos perante a expectativa de alguém nos dizer que o que fazemos, dizemos ou, mesmo, somos está longe da perfeição.

 

E, no entanto…

 

E, no entanto, ninguém é perfeito e qualquer um de nós sabe disso. E só se aprende por tentativa e erro e de certeza que nunca ninguém ouviu falar em aprendizagem por tentativa e sucesso, verdade? E todos ansiamos por melhorar, crescer, ter sucesso.

 

Com estas duas forças opostas em jogo, fazendo-nos balançar entre “digam-me como posso fazer melhor” e “digam-me que está tudo bem”, muito do nosso caminho pela vida em direcção à auto-eficácia fica a ser decidido pela capacidade de encaixe que cada um de nós vai desenvolvendo. Maior insegurança pessoal determina uma menor capacidade para suportar uma crítica, com reacções que podem ser tão diversas quanto sentirmo-nos ofendidos, atacados, desvalorizados, desmotivados ou, até, bloquear qualquer análise e nem sequer considerar que possa existir algo de interessante ou realista no que nos estão a dizer, o que pode levar a criarmos todo o tipo de interpretações sobre os motivos de quem nos critica.

 

E se estiver a pensar que isto só diz respeito a algumas pessoas, eu respondo-lhe “Mostre-me uma pessoa sem inseguranças pessoais, e eu mostro-lhe um personagem de ficção científica”. A insegurança faz parte do ser humano; apenas nos distinguimos na dimensão dessa insegurança… Por isso, receber uma crítica, por mais construtiva e “amaciada” que possa ser, é sempre duro e um momento em que temos de decidir o que fazer com essa informação e, sobretudo, o que fazer com as emoções que a acompanham.

 

Reacção neurobiológica às críticasA crítica afecta-nos mais do que o elogio – tanto que foi estudada a regra dos 3 elogios para cada crítica (o chamado rácio Losada), de forma a se conseguir manter o equilíbrio interno e atingir um alto desempenho. E afecta-nos de uma forma neurobiológica: há, pelo menos, duas áreas do cérebro (a amígdala e o córtex pré-frontal) que ficam de tal forma envolvidas no trabalho cerebral necessário para processar as críticas, que deixam o restante cérebro bastante indisponível.

 

Haverá algo que possa fazer para ir melhorando a sua capacidade de encaixe? Sim, há. Mas convém começar por distinguir que tipo de crítica está a receber: destrutiva ou construtiva.

 

As críticas destrutivas são melhor concebidas pelo seu nome não chique: insultos. Destinam-se a magoá-lo, atingi-lo, menosprezá-lo. Curiosamente não são tão frequentes quanto a maioria das pessoas parece julgar, porque fazer este tipo de críticas implica algum desajuste social por parte de quem as faz. A motivação para sermos incluídos na nossa “tribo” e não arriscarmos a rejeição e expulsão como elementos do grupo a que pertencemos é suficientemente forte para nos fazer ser minimamente bem-comportados em sociedade e não andar por aí a atirar pedras às pessoas, só por que sim :=)

 

As críticas construtivas são uma partilha de opinião de alguém que tem uma visão necessariamente diferente da sua, conhecimentos e experiência de vida diferentes, e que se importa consigo o suficiente para se dar ao trabalho de contribuir com o seu olhar. Mesmo quando dói ouvir, a intenção é apoiar a sua marcha de crescimento e bem-estar. E lembre-se que nenhum de nós tirou um mestrado em críticas, por isso, mesmo as mais bem-intencionadas, e ditas pelo seu melhor amigo correm o risco de serem desajeitadas e lhe deixarem umas farpas de incómodo, mas isso não as torna menos válidas nem lhes retira as boas intenções de partida.

 

Veja as sugestões que lhe deixo para lidar com estes dois tipos de críticas.

 

Autora: Madalena Lobo

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